terça-feira, 4 de junho de 2013

Diferenças que nos completam

por Gerson Pereira

“É impossível agradar a Gregos e Troianos!” – Ditado popular

Hoje eu acordei com um texto pronto em minha mente. Como se o tivesse recebido enquanto dormia. Levantei feliz da vida, sabendo que só teria de passar isso para o computador.

O fato é que as coisas nos vêm e nos são levadas na mesma velocidade, caso não as seguremos. E foi o que aconteceu! Logo depois de tomar o café eu já nem lembrava o tema do meu texto! Bom, isso me deu, então, um estalo na mente: talvez o texto fosse incomodar alguém... Ou alguns...

Mas o fato é que não podemos agradar a todos neste mundo. E nem se quiséssemos isso seria feito. E devemos agradecer a isso! Sim, pois isso mostra que cada um tem sua liberdade para escolher, fazer, ser! E somos diferentes para que possamos ser interessantes. Se todos fossem clones uns dos outros, esse mundo seria uma chatice... A vida seria uma chatice...

A graça e a beleza de viver estão nisso! Exatamente neste ponto! É onde encontramos pessoas com os mesmo ideais, porém com aquele ‘quê’ a mais que nos completa, pessoas que completam nossas ideias e algumas até (pasmem!) completam nossas vidas! E aí somos invencíveis e ilimitados! E isso tudo graças às diferenças...

Não posso deixar de concluir este texto ressaltando que a nossa liberdade deve estar sempre de acordo com a moral e a ética. E não devemos esquecer que existem duas palavras chave para que qualquer relacionamento seja duradouro... Sim, vou entregar o ouro! Somente duas palavrinhas para todos os relacionamentos funcionarem: Confiança e Respeito!!!

Bom, quem sabe logo eu acesse novamente o meu texto que acordou comigo...

Gerson Pereira escreve as terças

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Dançando com as palavras

Sempre tive muita desenvoltura para dança. Quando era criança minha mãe ~na época evangélica ultra tradicional~ sempre me corrigia por estar envolvido em grupos de dança no colégio. Por vezes participei sem ela saber.

Quando tinha cerca de 8 ou 9 anos, não me recordo ao certo, me encantei com um cartaz que anunciava uma apresentação de balé. Eu fiquei dias e dias com a imagem dos bailarinos em minha mente. Minha mãe percebendo meu encanto e, porque não dizer, já cheia de tanta insistência, resolveu ceder e me levou para ver a apresentação.

Lembro como se fosse hoje quando as cortinas abriram. Eu nem piscava. Verdade, eu fiquei encantado! Naquele momento eu descobri o que eu queria fazer a vida toda: dançar balé. Mas, como ia dizer isso para a minha mãe? O que eu fiz: esperei as festas de fim de ano passar e o ano novo começar ~era o ano de 1995~ para então revelar o meu desejo.

Mas, enga-se você se pensar que eu fiquei parado durante esses dias, que nada, dançava todos os dias. De uma forma errada, é claro mas, esforçava-me para fazer piruetas, tendu e, outros passos que na época eu não sabia o nome. Tudo isso escondido, é claro pois, sabia que a ideia não seria recebida com naturalidade, como realmente não foi.

Lembro-me das tardes que passava sozinho em casa e dançava, dançava, dançava. Imaginava-me como um dos bailarinos que eu vira dias antes. Era uma sensação tão agradável de leveza, liberdade... Na época, nem imaginava o que o futuro me reservava, eu queria mais era dançar, sem parar, ser um dos melhores bailarinos do Brasil ~na época eu não sabia que os melhores bailarinos do mundo estavam fora da nossa nação~.

Do momento que revelei o meu desejo para a minha mãe eu lembro-me pouco. Lembro mais do choro e da dor de ter ouvido um sonoro não. Continuei dançando em casa mas, a leveza e a emoção eram diferentes agora pois, sabia que eu não seria um bailarino como aspirava ser.

Quando se é criança, parece que o mundo vai acabar, diante de uma frustração mas, eu logo substituí o desejo de dançar pelo desejo de escrever. Esse me acompanha até hoje. encontrei nas palavras uma forma de expressar minhas emoções, não como eu desejava, através dos gestos mas, de uma forma mais precisa. 

Hoje eu ainda danço.
Danço a música que aprendi a dançar.
Não mais escondido mas, revelado para o mundo.


As palavras são minhas novas parceiras na dança.
Jogo-as para lá, trago-as para cá e em um encaixe perfeito, formo um texto que, assim como a dança, me emociona e, muito. 


Guilherme Xavier escreve às segundas

Quem sou eu?

por Biara Souza

Eu sou uma pessoa complicada, eu acho, pq não sou lá muito previsível, sou intempestiva, verdadeira com meus sentimentos e com minhas atitudes, tenho a mania de levar as coisas a sério e geralmente dou mais valor a atitudes que a palavras. Também tem a questão da tendência ao isolamento kkkkkkkkkkkk

Eu tenho mudado muito, minha vida mudou, passei de fase, UFA!         
Eu sou assim, desconfiada com as pessoas, reservada quanto aos meus sentimentos, ainda que os demonstre. Não gosto de depender dos outros, não gosto de precisar de ninguém, não gosto de estar em posição de desvantagem, ixiiiiiiiiiiii não gosto de tanta coisa!!!
Tenho muito que aprender, estou caminhando seguindo os passos de Jesus, não sei aonde estou indo mas sei onde quero chegar... Aqui não é o meu lugar J.
Sou uma aprendiz de cantora hehehehe. (minha maior paixão)
Sou sincera (até demais as vezes) gosto de pessoas que olham nos olhos, gosto de beijo e abraço e um carinho também, carente ao extremo, solteira, cristã praticante, 29 anos e  esperando o tempo trazer meu amado, que por sinal esta demorando pra chegar, mas como existe um tempo determinado para todas as coisas (é bíblico isso) estou aqui de boa na lagoa hahahahaha.
Bom eu sou assim, as vezes acho que sou bipolar (só acho). Mudo com os ventos e me adapto as situações.... Estou feliz, estou bem, estou em paz!
Muito Prazer

Biara Souza 
Biara Souza escreverá às quartas

domingo, 2 de junho de 2013

BOLERO DA PLENITUDE – NÃO DO BAILE DE MASCARAS, MAS DO BAILADO DA VIDA

por Joelma Ocanha Almeida

DA LOUCURA VERTIDA A FELICIDADE CONCEDIDA

COMO OS BÊBADOS VAGABUNDOS QUE VAGAM PELOS BECOS IMUNDOS

RECONDIDOS DA ALMA MALTRAPILHA QUE SE RECLINA AO LEITO DESCOBERTO

E A FELICIDADE COM SUAS ASAS DE PALIO ABERTO

SOFRE-NEGA SUA PRÓPRIA CONDIÇÃO



E SE ME PERGUNTAS TU E TU

DO QUE VIVES DE A TAL FELICIDADE

FELICIDADE, ESTA QUE ME PRESENTEIA

E ME NE I A TEIA DA VIDA

A DERRIBA SAUDADE, VILÃ DA PRINCESA - TRISTEZA



COMO ADUZ STEPHEN...

FELICIDADE, NÃO DO MAL PODER CAMINHAR, MAS TER PODIDO CORRER COMO NUNCA

FELICIDADE, É TE TER PERDIDO, MAS POR UM SEGUNDO TER TE TIDO

FELICIDADE, É SABER DA VERDADE O QUE LHE É REVELADA

TRISTEZA, NÃO DA ALEGRIA UM DIA VIVIDA, MAS DA HIPOCRISIA HOJE PROCLAMADA

TRISTEZA, É DA FÚRIA RESGUARDADA, MAS À MASCARA ESCONDIDA

TRISTEZA, É SABER DA MENTIRA DA IRA SEGREGADA



AO ESCÁRNIO DO POBRE 

OU PODRE E MEDÍOCRE

QUE SE CONTENTA DA ALEGRIA

FRIA AGONIA DOS RASOS DE ESPÍRITO



-ME ACOMPANHA NESTE BAILADO? TE PERGUNTO

-NO FUNDO TE SEQUESTRO AO MEU BEL PRAZER

-TE DELEITO EM MEU LEITO E TE DESCUBRO

-TE DESNUDO AO MEU PARECER



NESTA FELIZ IDADE

DE TRISTEZAS, LATENTE RECONDIDO

DE FELICIDADES, ME EXPONDO E ME ESCONDO

AHHH! PREFIRO SUFOCAR DESTA MORTE QUE ME RENASCE



-VIVA A VIDA TE GRITO

- DA MALDITA RUA DOS FARRAPOS TE SUPLICO

- AUDITA GRUTA DOS AMADOS ME FAÇO RITO

-AMARGOS E DELICIOSOS INAUDITOS



AMOR, A VIDA É O QUE LHE FALTA!

DA MALTA DAS FLORES

SE FORES, NÃO TE OLVIDES

VIVA, VIVA A SINUOSA VIDA....

Joelma escreve aos domingos

sábado, 1 de junho de 2013

Encantador de Mentirinha

por Manfrine Melo




Dizem por aí que sou um encantador.  E quando que na verdade nem chego perto de ser. Ainda não tenho o dom de encantar as serpentes que me cercam. Apenas sou todo olhar/sorriso misterioso de ser. A mente são bolhas, a minha mente são bolhas que vivem estourando em fração de segundos, ofuscando o meu não querer, o meu não querer pensar. No entanto, sou o que sou e ao mesmo tempo nem sou. Mas podem me chamar de “veneno”! Tenho esse doce veneno de escorpião que corre pelo meu sangue, que queima, paralisa; na verdade, te paralisa. Te recomendo a não me olhar diretamente nos olhos. Você corre o risco de dizer por aí que sou um encantador. Um encantador de ilusões e de amores. Não, não me olhe nos olhos, pois eu que irei me encantar com o teu olhar, com o teu sorriso. Neste momento estou paralisado com o seu doce veneno. Veneno este que desconheço, mas que ferve dentro de mim. Dentro de mim ferve você.

Manfrine Melo escreve as sextas

Eu, ué



por Gerson Pereira

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...” – Raul Seixas

Sempre penso que, quando inventarem uma máquina do tempo, quero voltar e conviver comigo por um tempo. A gente sempre pensa que quer estar perto de pessoas que se parecem conosco, que têm os mesmos gostos, os mesmos tudo... O fato é que eu não sei se gostaria de ter eu mesmo convivendo comigo por muito tempo. Talvez uma experiência de um dia e nada mais. Mas isso só quando inventarem a tal máquina do tempo!

Agora, tento me ver de dentro de mim mesmo e isso é um pouco complicado! Sempre achamos que nos conhecemos e isso acaba nos dando a sensação de segurança. Mas essa segurança é falsa! Sim, é falsa! Pois ao menor abalo, lá estou eu (e todo mundo!) implorando uma intervenção de alguém. Até Deus a gente coloca no meio de nossas picuinhas da vida, de nossos enroscos e probleminhas... Então vem a verdade: talvez eu não me conheça realmente. E essa verdade me faz correr atrás de me conhecer. Reconhecer isso já é um grande passo! Aí eu vejo um garoto. Um garoto de vinte e cinco anos! E quando eu tinha quatorze ou quinze eu achava que, quando tivesse vinte e cinco, estaria velho. Mas não! Não estou velho e quer saber? Percebi que quando eu tiver trinta, cinquenta ou oitenta (quem sabe chego lá!) eu não estarei velho!!! Não, porque quando mantemos nosso espírito jovem, o tempo e o desgaste físico são consequências de um mundo onde se conta o tempo, mas nosso íntimo não está sujeito a essa dimensão chamada tempo! Então, se tem algo que posso afirmar sobre mim mesmo é que serei sempre um garoto, buscando, sonhando, criando e vivendo a vida...

Inteligência, beleza, e todos os outros rótulos são relativos (assim como o tempo!) e dependem de alguém para apontar e reconhecer tudo isso. E isso, meus amigos, não é ser imparcial. E a verdadeira imagem se mostra dentro da imparcialidade, onde somente se é o que realmente se é... Portanto, esses rótulos coloridos colocados em nós são somente partes do grande quebra-cabeça que somos!

E, sinceramente, acho que gosto de ser um quebra-cabeças. Isso mostra que sempre tem mais uma peça pra completar quem eu sou e cada um à minha volta tem uma dessas pecinhas (ou duas...).
Assim, prefiro acreditar (e ser!) esse ser mutável, digno de estar disposto a sempre se completar, de se buscar e se encontrar não somente em cada pecinha que cada um carrega sobre mim, mas, acima de tudo, se encontrar dentro do universo que eu sou.

Gerson Pereira escreve todas as terças

Eu sou assim



por Guilherme Xavier

Pensei muto sobre como me descrever para você leitor e leitora. Mas, não tive nenhuma ideia brilhante.
Hoje, lembrei de um post que eu li há alguns anos no blog de uma amiga, o Mulheres de Athenas. Na época eu cheguei a comentar mas, as respostas mudaram um pouco.

Eu quero: viver de escrever e viver para escrever
Eu tenho: vontade de fazer alguém feliz
Eu acho: que tudo o que acontece de errado é culpa minha
Eu odeio: que me deixem falando sozinho
Eu sinto: saudades
Eu escuto: música para chorar
Eu cheiro: praticamente tudo o que eu pego
Eu imploro: que as pessoas entendam a homossexualidade como ela é: normal e natural
Eu procuro: alguém para amar
Eu arrependo-me: de ter deixado ele ir embora
Eu amo: ler tudo o que eu vejo pela frente
Eu sinto dor: quando eu vejo pessoas sofrendo
Eu sinto a falta de: dinheiro
Eu me importo: com os problemas dos outros
Eu sempre: durmo tarde e acordo relativamente cedo
Eu não fico: com fome, com sono ou com frio
Eu acredito: em D'us e no ser humano criado por Ele
Eu danço: qualquer tipo de música (menos balé, mais sobre isso na segunda-feira)
Eu canto: quando estou sozinho em casa
Eu choro: (quase) sempre que sinto vontade
Eu falho: todos os dias, várias vezes ao dia
Eu luto: por um mundo sem pré-conceitos
Eu escrevo: todos os dias sobre praticamente tudo
Eu ganho: pouco
Eu perco: a paciência com muita facilidade
Eu confundo-me: com os insensíveis
Eu estou: apreensivo 
Eu fico feliz quando: estou em um lugar confortável
Eu tenho esperança: de ser um escritor reconhecido e premiado
Eu preciso: de dinheiro
Eu deveria: estudar mais
Eu leio: menos do que gostaria
Eu sou: transparente
Eu faço: carinho em quem amo
Eu vivo porque: acredito num futuro melhor
Eu tenho medo de: não ser bem sucedido
Eu desejo: uma pessoa que faz de conta que não sabe

Guilherme Xavier escreve todas as segundas