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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Os olhos

por Manfrine Melo

Os olhos nos dizem tanto que ao mesmo tempo não nos dizem nada. Às vezes, achamos que sabemos lê-los melhor dos que os outros, quando que na verdade, não sabemos nada. Mas o que seria dos nossos olhos e pensamentos senão tentássemos entender o outro pelo olhar?

Os olhos não precisam de bocas para sorrir. Eles são todo um todo. Metem como ninguém, choram como ninguém, sorrir como ninguém, sofre como ninguém e o mais incrível é que amam como ninguém. Quem sabe os nossos olhos amem mais que o nosso próprio coração!?

Os olhos nem sempre precisam enxergar, pois, temos os nossos pensamentos que nos ajudam fazê-los enxergar, de alma ou coração.

Os olhos podem te deixar confuso e cego, assim como eu sou ou tento ser para não ter sentimentos, para não deixar os meus pensamentos enxergarem o que apenas querem. Ou seria o que apenas quero? Não sei. Só sei que os lindos olhos são de uma criança que não se tem maldade e apenas ternura e brilho. São as estrelas mais próximas do seu céu, do meu céu, do nosso encanto, do nosso sorrir. Os olhos são as estrelas. As estrelas são os olhares.

Manfrine Melo escreve as sextas

sábado, 1 de junho de 2013

Encantador de Mentirinha

por Manfrine Melo




Dizem por aí que sou um encantador.  E quando que na verdade nem chego perto de ser. Ainda não tenho o dom de encantar as serpentes que me cercam. Apenas sou todo olhar/sorriso misterioso de ser. A mente são bolhas, a minha mente são bolhas que vivem estourando em fração de segundos, ofuscando o meu não querer, o meu não querer pensar. No entanto, sou o que sou e ao mesmo tempo nem sou. Mas podem me chamar de “veneno”! Tenho esse doce veneno de escorpião que corre pelo meu sangue, que queima, paralisa; na verdade, te paralisa. Te recomendo a não me olhar diretamente nos olhos. Você corre o risco de dizer por aí que sou um encantador. Um encantador de ilusões e de amores. Não, não me olhe nos olhos, pois eu que irei me encantar com o teu olhar, com o teu sorriso. Neste momento estou paralisado com o seu doce veneno. Veneno este que desconheço, mas que ferve dentro de mim. Dentro de mim ferve você.

Manfrine Melo escreve as sextas